Livros e HQs 

Bom dia Verônica e a Violência contra a Mulher

Bom gente estou aqui com mais uma resenha de livro aqui no blog. Mas esse livro que vou falar para você não é qualquer livro, vou falar de Bom dia Verônica escrito pela Andrea Killmore e publicado pela Darkside Books.

Eu digo que ele não é qualquer livro pela maneira que fiquei presa na história dele, eu simplesmente devorei o livro em 2 dias e isso é completamente fora do normal para o meu dia a dia. Sabe aquela leitura que você fala pra você mesmo, “ah vou ler só mais uns 10 minutos e depois eu paro” ou “só mais um capítulo e paro“. Essas foram frases que disse pra mim mesma durante toda a leitura!

O desenvolvimento da história acontece de um jeito, que você fica louco pra saber o que vai acontecer. Eu ia tomar café pensando nas atitudes da Verônica, ficava tentando imaginar o que ela ia fazer ou o que eu faria no lugar dela. E eu não me sinto assim com uma leitura a muito tempo, mas confesso que esse é o primeiro livro do estilo “suspense/investigação policial” que li. Sei que depois desse livro eu preciso encontrar outras leituras no estilo. (Aceito dicas!) Pra você entender um pouco do que se trata a história desse livro, vou contar um pouco mas sem me aprofundar para não estragar a sua experiência na leitura (que será fantástica te garanto!)

Como você já sabe o nome da protagonista é Verônica e ela tem um trabalho muito dinâmico (sqn) como secretária no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa) de São Paulo. Suas atividades ficam limitadas a quesitos mais burocráticos ou a responder emails para o Delegado. Sua vida era mais tranquila, cuidava da família, tinha um bom marido que amava ela e o seu trabalho que não tinham fortes emoções até então.

Em um dia normal de trabalho entra uma mulher na sala do Delegado e fica lá por um bom tempo. Ela sai dessa sala completamente transtornada e Verônica fica sem entender o que está acontecendo e nesse meio tempo essa mulher comete suicídio saltando da janela da própria delegacia. Esse caso acaba tendo muita repercussão e Verônica acabou dando uma entrevista que apareceu na TV. Nisso uma outra mulher que sofria com violência doméstica sentiu que poderia confiar na policial e entra em contato com ela informando que seu marido era violento e matava mulheres.

Verônica de repente se vê com dois casos no seu colo e resolve ir fazer uma investigação por conta própria achando que seriam coisas simples e que não precisaria da ajuda de ninguém. Mas conforme o andamento da história você vê que o negócio é “mais embaixo” as situações ficam cada vez mais tensas e ela toma algumas atitudes meio duvidosas em alguns momentos.

A Verônica não está ali para ser uma mulher perfeita, muito menos uma heroína. Claro que você torce pra que ela consiga salvar o mundo mas você vê que existem muitas coisas burocráticas do serviço público que acabam atrapalhando, aliás se ela conseguisse ter esse apoio as coisas poderiam ser mais fáceis pra ela. Mas aí qual seria a graça, não é mesmo?

No livro você tem vários temas que muitas vezes você sente como um soco no estômago durante a leitura, o principal deles é a violência contra a mulher e o pouco caso que as pessoas dão para certos tipos de crimes e golpes, sempre colocando a mulher como responsável por aquilo e inibindo a sua denúncia com medo pelo o que as pessoas vão dizer e achar delas.

Os casos descritos no livro nos fazem pensar que aquilo está acontecendo talvez com a sua vizinha ou com um parente próximo e a gente nem imagina. O livro nos mostra o quanto o ser humano é cruel e capaz de cometer atrocidades. Aquela pessoa bonita e simpática nem sempre é o que você imagina, por dentro é uma pessoa podre e sem escrúpulos.

Acredito que essa é uma leitura muito mais impactante para as mulheres, talvez as sensações de agonia, angustia e afins sejam intensificadas em nós. Mas o livro é uma ótima leitura para os homens que gostam de investigações policiais ou qualquer coisa do gênero, se você gosta de sangue, você vai ter muito sangue jorrando na sua cara!

Outra coisa que deixa a gente bem curioso com a história é o fato do nome da Andrea Killmore ser um pseudônimo e a autora ter experiência com esses assuntos policiais. Tem detalhes de como é a rotina das pessoas que trabalham no ramo, mas também fica aquela dúvida… “Será que é assim mesmo que as coisas funcionam?” Até onde a autora se inspirou em situações do cotidiano para a escrita desse livro?

Espero que tenha gostado dessa resenha. Ficou com vontade de ler ou já leu esse livro? Deixe aí nos comentários, vou adorar saber!

Aspirante a designer e desenhista nas horas vagas. Sonha em ser assistente do Batman e passar as férias no Condado. Atualmente sou uma estudiosa do lado negro da força e quero dominar o mundo! xD~

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